terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Rosa Lobato Faria

Hoje o meu dia foi marcado por dois momentos. Um quando li este genial parágrafo:

Mas eu tinha vinte e três anos e já não havia primeiras vezes para nada. Até ao dia em que te encontrei na esquina mais rotineira da vida e me surgiste como uma aparição e me disseste, o meu nome é Inês. (A Trança de Inês, Rosa Lobato Faria)
Comecei a ler este livro à dois dias e é daqueles que leva semanas a ler, por encontrar parágrafos como este e me levantar sempre de onde estou para ir fumar e pensar. É assim que reajo com os bons livros, os que gosto pelo menos. Também há dois dias perguntei ao meu irmão quem era esta senhora, o nome não me era estranho mas não tinha nenhuma imagem na mente. Ele respondeu que era uma mulher toda do bem. Ah bom!! Fiz uma pesquisa no Google, reconheci-a nas fotos de algumas novelas e lancei-me ao livro. Apaixonei-me logo, e digo apaixonar no melhor sentido da palavra.

O segundo momento foi quando recebi este SMS:

Olá. Morreu a Rosa Lobato Faria. : (
Fiquei triste, ainda a conheço à tão pouco tempo e já morreu. Não procurei ainda nenhuma noticia e também não vi ainda em nenhum blogue a dizer o quanto esta senhora valia. Não me interessa. Nasceu para mim há dois dias e não há-de morrer nunca.

3 comentários:

  1. Gostei muito de ler este episódio da vida real, tão sentido e tão cheio de significado. A vida de algumas pessoas vai muito para além da sua morte física.

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  2. mais uma grande perda destes ultimos anos...seguida ao nosso grande raul solnado..

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